“Não é consenso que banir as sacolinhas seja uma vitória ambiental. Existem pelo menos três questões importantes que são levantadas pelos ambientalistas. A primeira se refere ao fato de que as sacolinhas representam fração bem pequena do lixo nacional: 1,29%. Corremos o risco de ver o sujeito que vai ao mercado com a sua camionete movida a diesel ser considerando ecologicamente correto por usar uma ecobag.
A segunda crítica é que as sacolas vão ser substituídas por outras, biodegradáveis, feitas a partir de milho. Há de questionar até que ponto vale a pena usar comida para fazer sacolas. A última questão se refere a quem vai pagar a conta. Em tempos de marketing verde, parece que os supermercados ganharam uma oportunidade única de reduzir custos e, de brinde, vender uma imagem de ecologicamente corretos”, artigo de Ricardo Mioto - FSP, 26/4, Mercado, p.B3.

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